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Obesidade

A prevalência de sobrepeso e obesidade tem aumentado nas últimas décadas e estima-se que 2 bilhões de adultos estão acima do peso ao redor do mundo. No Brasil não é diferente: dados recentes publicados pela VIGITEL apontam que mais da metade dos brasileiros apresentam excesso de peso.


O grande problema é que o excesso de peso tende a causar outras doenças. De acordo com dados da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, a obesidade é considerada fator de risco para 229 doenças, dentre as quais merecem destaque:

  • Doenças das coronárias, insuficiência cardíaca e arritmias;
  • Diabetes tipo 2;
  • Distúrbios do colesterol e de triglicérides;
  • Aumento do ácido úrico e gota;
  • Síndrome dos ovários policísticos, irregularidade menstrual e dificuldade para engravidar (infertilidade/esterilidade);
  • Impotência sexual e síndrome dos ovários policísticos;
  • Osteoartrose dos joelhos, doenças da coluna vertebral, esporão do calcâneo e redução da mobilidade;
  • Apneia obstrutiva do sono e falta de ar;
  • Doença do refluxo gastroesofágico, cálculos de vesícula, esteatose hepática (gordura no fígado) e hérnias;
  • Câncer da vesícula biliar, de mama, de intestino grosso, dos rins, de endométrio (útero) e de próstata;
  • Depressão, doença de Alzheimer e derrames;
  • Tromboses;
  • Aumento do risco cirúrgico e anestésico.

Além disso, as pessoas obesas também convivem com problemas de ordem social e econômica, tais como: discriminação e preconceito, bullying, menores salários e ofertas de empregos, dentre outros.


A definição de obesidade mais utilizada se baseia no índice de massa corpórea (IMC), que é calculado através da seguinte fórmula:
IMC = peso / altura2 (kg/m2). Veja a tabela 1.


Tabela 1. Classificação do peso pelo IMC de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS):


Resultado em kg/m2 Situação
Abaixo de 18,5 Abaixo do peso
Entre 18,5 e 24,9 Peso normal
Entre 25 e 29,9 Acima do peso
Entre 30 e 34,9 Obesidade I
Entre 35 e 39,9 Obesidade II
Acima de 40 Obesidade III (mórbida)

Entretanto, o IMC retrata o excesso de peso global, mas não define exatamente se o conteúdo é de gordura ou de massa magra. Além disso, o IMC não permite a detecção do local onde o excesso de gordura está depositado.


Sabe-se que a gordura localizada na região abdominal e a gordura infiltrada em algumas vísceras (fígado, pâncreas, rins, coração) e músculos aumentam o risco para diabetes tipo 2, hipertensão arterial, distúrbios do colesterol, infarto do miocárdio e “derrames”. Por esse motivo, é importante que a avaliação seja feita também através da medida da circunferência abdominal (medida da cintura).


De acordo com a International Diabetes Federation (IDF), a circunferência abdominal não deve exceder 80 cm em mulheres e 94 cm em homens (tabela 2). Recentemente, a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) passou a recomendar o cálculo da relação cintura (cm)/altura (cm), a qual deve ser < 0,5 (tabela 2).


Tabela 2. Circunferência abdominal de acordo com a IDF e ABESO


NCEP ATP III
2001
IDF
2005
Homens < 102 cm < 94 cm*
Mulheres < 88 cm < 80 cm
NCEP ATP III: National Cholesterol Education Program Adult Treatment Panel III
IDF: International Diabetes Federation
* para homens asiáticos < 90 cm

Por se tratar de uma doença crônica, o tratamento da obesidade deve abranger tanto a perda quanto a manutenção do peso.

Todos os pacientes devem ser orientados quanto às mudanças do estilo de vida (reeducação alimentar e prática regular de exercícios físicos), sendo que, em alguns casos, a terapia psicológica pode ser necessária.

O uso de medicamentos está indicado quando as mudanças do estilo de vida não tenham surtido efeito. Já a cirurgia bariátrica deve der recomendada nos casos de obesidade grave (ou mórbida) ou em pessoas com IMC ≥ 35 kg/m2 associado a doenças ligadas à obesidade.


Por: Dr. Cristiano Barcellos